Organizadas pelo Movimento de Luta em Bairros, Vilas e Favelas (MLB - ABC Paulista), centenas de famílias ocuparam, na madrugada do último sábado (29/11), um terreno particular em São Bernardo do Campo/SP, para livrar-se do aluguel caro e ter seu próprio e tão sonhado cantinho.
Infelizmente, a prefeitura da cidade não pensou duas vezes entre decidir negociar com as famílias trabalhadoras que lutam por moradia digna ou atender o interesse da especulação imobiliária e servir de segurança privada ao dono do terreno, que era cenário habitual para o tráfico de drogas, assaltos e estupros, não cumprindo nenhuma função social.
Na hora em que as pessoas almoçavam, a Guarda Civil Municipal (GCM) ordenou que desocupassem o terreno em vinte minutos, sem mandado de reintegração de posse ou documento afim. Antes mesmo de terminar o tal prazo, os guardas atacaram as famílias com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha. Várias crianças, mulheres e idosos ficaram machucad@s. As famílias não puderam nem pegar seus pertences e documentos pessoais, apreendidos pela GCM.
Na hora em que as pessoas almoçavam, a Guarda Civil Municipal (GCM) ordenou que desocupassem o terreno em vinte minutos, sem mandado de reintegração de posse ou documento afim. Antes mesmo de terminar o tal prazo, os guardas atacaram as famílias com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha. Várias crianças, mulheres e idosos ficaram machucad@s. As famílias não puderam nem pegar seus pertences e documentos pessoais, apreendidos pela GCM.
Por mais violenta que tenha sido, a ação da GCM não intimidou as famílias. Inflamadas pela indignação, elas caminharam por mais de três horas até uma das casas do prefeito Luis Marinho, denunciando pela cidade a truculência e a covardia sofridas. Com essa grande demonstração de disposição, as famílias deram o recado: elas vão continuar, sim, com organização, firmeza e união, na luta por moradia e por uma sociedade alicerçada na justiça e na fraternidade.
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