sábado, 3 de janeiro de 2015

Austeridade europeia chantageia democracia na Grécia

Gregos protestam em frente ao parlamento em 2011. Foto: Lefteres Piraka/AP

Os planos de austeridade impostos pela Troika para "salvar" a Grécia só salvaram mesmo os especuladores causadores da crise financeira. O povo grego viu a saúde pública ser desmantelada, elevadas taxas de desemprego, a eliminação de milhares de postos de trabalho no setor público, o corte em salários e pensões, o crescente número de crianças que desmaiavam de fome nas escolas... uma vida cada vez pior.

Apesar dessa situação se arrastar há anos, os gregos nunca se calaram. Além das grandes manifestações organizadas contra as medidas de austeridade, a insatisfação popular está sendo demonstrada também pela força do Syriza (uma coligação de esquerda antitroika), que é a favorita para vencer as eleições legislativas do país.

Temendo a vitória da esquerda, não faltam chantagens do ala pró-austeridade. O Fundo Monetário Internacional anunciou a suspensão de um empréstimo e a chanceler alemã, Angela Merkel, trabalha com a possibilidade de excluir a Grécia da zona do euro, caso as eleições confirmem a vitória do Syriza. O atual primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, tem declarado que o pleito decidirá que a Grécia permanece ou não na Europa.

Tais chantagens representam mais um flagrante desrespeito à democracia e à soberania do povo grego. Mas a indignação popular deve resistir a isso e construir novos rumos para o país. Toda força ao povo grego!

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