quinta-feira, 12 de maio de 2016

Temer? Jamais!

Michel Temer, o terceiro presidente do PMDB que chega ao poder sem voto  

Aconteceu. Michel Temer é o presidente interino do Brasil e já tem arquitetado uma verdadeira "Ponte para o Passado".

Por 55 votos a 22, o processo de impeachment da Dilma passou no Senado. Uma gangue de ladrões e conservadores trucidou instrumentos de nossa frágil democracia para dar celeridade aos mandos dos mercados e fazer o povo pagar ainda mais caro pela crise.

É duro ver o oportunismo da direita distorcer a democracia assim de maneira tão escancarada, com as próprias mãos, sujas de dinheiro roubado, de apertar o gatilho contra a juventude pobre, de humilhar os homoafetivos, de rebaixar as mulheres, de tirar direitos da classe trabalhadora.

No entanto, se, com a ajuda da grande mídia, essa articulação golpista tentou se passar por apaziguadora e salvadora da pátria, há quem não se engane com essa farsa. O golpismo deu voz ao fascismo e ameaça com mais força a dignidade do povo, mas há quem esteja disposto a enfrentar esse ataque. Muita gente que levava a vida comum dos ordinários está agora tomada de tristeza e indignação. Faz questão de ir às ruas e proclama diariamente os dizeres: "Vai ter luta!"

É urgente que denunciemos a ilegitimidade dessa articulação, que digamos que não aceitaremos retrocessos. Rechaçaremos esse golpe com todos os elementos que essa complicada conjuntura coloca. A saída pela esquerda deve potencializar tudo o que empodere o povo, que o faça tomar consciência de sua condição de explorado. Devemos inflamar lutas como as greves estudantis, a mobilização dos secundaristas em todo o país, as ocupações por moradia e reforma urbana, as paralisações por empregos e melhores condições de trabalho, a luta por uma vida nova. Fortalecer as lutas populares mostrará que o projeto desse novo "governo" (haja aspas!) caminha na contramão das reivindicações da maioria da população e que por isso iremos rejeitá-lo prontamente, intensificando nosso vigor e nossa combatividade.

O povo não quer mais neoliberalismo! O povo quer democracia de verdade, quer mais direitos!

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